Título

Homem, natureza e Ecopsicologia: análise de concepções da comunidade da microbacia hidrográfica do Rio do Campo

Programa Pós-graduação
Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais
Nome do(a) autor(a)
Zilda Ferreira Leandro
Nome do(a) orientador(a)
Luzia Marta Bellini
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2001
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Este trabalho teve como objetivo pensar as especificidades nas dimensões da vida, do discurso e das ações de seis moradores da bacia hidrográfica do Rio do Campo e compreendê-las do ponto de vista de um estudo sobre a Educação Ambiental que está realizado há quase uma década nesta região. A ideia de entrevistar os seis moradores e um técnico da Emater, dessa região, fez parte da problematização do que significa Educação Ambiental no contexto da sobrevivência das comunidades e dos entornos ambientais. O processo de entrevistas com os moradores da bacia hidrográfica do Rio do Campo mostra-nos que dez anos de trabalho de Educação Ambiental indica apenas uma iniciação de um longo processo que certamente envolverá gerações e gerações para que algo mais positivo prevaleça na vida da comunidade. A busca fundamental nessas entrevistas foi encontrar possíveis concepções ecológicas nesses moradores que orientassem suas ações, entendendo-se aqui, por concepções aquilo que expressa a relação intrínseca entre a experiência e a construção do conhecimento. Procuramos pelos elementos das concepções que explicam a realidade por imagens, por não expressar com clareza suficiente para aparecer de forma explícita no discurso. Os elementos das concepções nos são muito úteis para elaborar projeto de Educação Ambiental que seja efetivo e duradouro. Contextualizamos a ciência da Ecologia, chamada Ecologia Natural, seus conceitos e pressupostos, no âmbito da Educação Ambiental. Apresentamos, também, algumas vertentes ecológicas, ligadas aos movimentos políticos e de ação social, voltados à preservação da natureza, como a Ecologia social, conservacionismo e ecologismo. Discutimos o caráter político-teórico-científico das referidas vertentes. Tratamos da questão alocada por Ost (1995) do vínculo e do limite entre o homem e a natureza, assim como o conceito e a relação do homem/natureza, segundo Reinberg (1996) na tentativa de discutir e avaliar essa relação, na perspectiva dos autores. Resgatamos, neste trabalho, as origens da Ecopsicologia, como uma nova disciplina de fronteira, baseado nas pesquisas e conhecimentos sistematizados por antropólogos, psicólogos e sociólogos. No sentido de resgate, pelo olhar dessas ciências, das dimensões que compõe o existir do homem na terra em suas várias dimensões: psicanalítica, social, ambiental e do significado do homem tecnológico e os principais distúrbios emocionais, vinculados à civilização e a cultura do homem ao longo de sua jornada por esse planeta. Estudiosos como, Morin (1999), Fromm (1973), Heinberg (1996), Capra (2000), Cesar Man (1977), entre outros, foram fundamentais nessa discussão. Apresentamos a dimensão da Educação Ambiental no Brasil, seu percurso, sabores e dissabores. Apresentamos a teoria das representações sociais como técnica de análise das concepções baseado em Giordan (1996), dos moradores da bacia hidrográfica do Rio do Campo, a vertente qualitativa como forma compreensiva de análise dos dados e a justificativa da técnica de análise do discurso, pois a linguagem é a consciência do real. Está descrito, também, porque considera-se que a análise de conteúdo possa transcender o mesmo, ou seja, possa ir além da consciência do imediato e se chegar a elementos latentes. Os autores utilizados nessa discussão foram basicamente, Minayo (2000), Moscovici (1978), Mazzotti, (1998), entre outros. Apresentamos, também, as considerações finais e propostas de alguns encaminhamentos que enfatizam o trabalho de grupo, a necessidade de integração, extensão e aprofundamento no conhecimento do homem em suas várias dimensões no desenvolvimento de futuras atividades de Educação Ambiental na região.


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