Título
Por uma contra pedagogia libertadora no ambiente do quilombo Mata Cavalo
A educação ambiental popular pode contribuir com as comunidades quilombolas interligando os processos de pesquisa e militância por meio do diálogo entre as diversas educações ocorridas no processo coletivo. Alicerçada na metodologia da sociopoética e na fenomenologia, a educação ambiental popular deste trabalho tem como objetivo abordar três dimensões indissociáveis na construção desta pesquisa: a) um campo ético do sujeito, no axioma – o eu da minha identidade enquanto pedagogo e educador ambiental; b) um recorte conceitual do curso da pedagogia, episteme – outro na aprendizagem coletiva; e c) uma vivência empírica das educações (libertadora, quilombola e ambiental) no contexto da justiça ambiental em mata cavalo configurando-se como a práxis – mundo. Ousando transcender a educação hegemônica, o caminho inventivo alicerça as esperanças libertadoras na proposta da contra pedagogia. Por meio de um mergulho fenomenológico e sociopoético, o quilombo Mata Cavalo é o palco que encena as aprendizagens de um Grupo Pesquisador em Educação Ambiental (GPEA). Reconhecendo que as especificidades locais estarão interligadas com diversos olhares, do pesquisador, da comunidade e dos demais colegas da comunidade aprendente, a pesquisa sustenta que as aprendizagens coletivas podem se tornar uma contra pedagogia ambiental, pois desmascara a hegemonia da proposta fixa, transmudando-se o direito de sonhar para que a terra seja de todos, com inclusão social, diferenças culturais e proteção ambiental.