Título

Educação Matemática e Educação Ambiental: implantação de atividades interdisciplinares

Programa Pós-graduação
Educação para a Ciência
Nome do(a) autor(a)
Regina Helena Munhoz
Nome do(a) orientador(a)
Lizete Maria Orquiza de Carvalho
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2001
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Quando usamos o termo educação ambiental, estamos nos referindo a problemas tais como poluição, lixo, desmatamento, buraco na camada de ozônio, entre outros, bem como a problemas de cunho socioeconômico, como a violência, injustiças sociais, fome, mortalidade infantil etc. Entendemos que todos esses fatores estão relacionados e influenciam-se reciprocamente, contribuindo para o processo de degradação do meio ambiente. Por sua vez, a Matemática pode ser encarada como mantenedora do status quo, no sentido de ser um instrumento de manutenção do poder da classe dominante. Isso acaba repercutindo na escola, na qual a matemática é tida como uma das disciplinas que mais apresenta dificuldades no processo de ensino-aprendizado por se basear em métodos de repetição e memorização. A partir dessas colocações, nossa pesquisa aborda atividades interdisciplinares de um projeto desenvolvido no enriquecimento curricular de Matemática com dois 1º anos do Cefam - Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério - Professora Lourdes de Araújo, durante o ano de 2000. O referido projeto teve como objetivo desenvolver a educação matemática através de atividades interdisciplinares partindo da temática ambiental, bem como sensibilizar quanto à necessidade de um desenvolvimento sustentável. Enquanto pesquisadora, procurávamos responder à seguinte questão: a educação matemática pode ser desenvolvida dentro de um projeto interdisciplinar através de temas pertinentes à Educação Ambiental? Uma segunda vertente de questionamentos refere-se à metodologia a ser utilizada, na sala de aula, para trabalhar a interdisciplinaridade. Nossa experiência tinha, por diversas vezes, possibilitando-nos o contato com a confecção de roteiros para trabalhar a interdisciplinaridade entre educação ambiental e a educação matemática. Nesse sentido, novos questionamentos surgiram: será que o roteiro é um bom instrumento de trabalho para introduzir discussões sobre a interdisciplinaridade? Influenciadas pela literatura na área de avaliação formativa (BLACK; WILIAM, 1998; DECY; RYAN, 1994), a uma dada altura do projeto, passamos a interessar-nos pela busca do significado das diferentes atividades para a promoção da autonomia do sujeito. Nessa direção, fizemos o seguinte questionamento: como a autonomia dos alunos foi direcionada no contexto interdisciplinar? No intuito de encontrarmos respostas para estas questões, desenvolvemos vivências, jogos, análise de documentários e textos e implantamos roteiros de atividades elaborados a partir de artigos de jornais. Os alunos, além de trabalharem nessas atividades, elaboram dramatizações, paródias, cartazes, entre outros. Em termos metodológicos, seguimos a metodologia da pesquisa qualitativa e alguns pontos da pesquisa-ação. Destacamos que tanto a professora-pesquisadora quanto os alunos desempenharam um papel ativo nas atividades do projeto, pois propiciávamos discussões nas quais os alunos tinham espaço para se colocar abertamente, além de sempre expressarem suas ideias nos cartazes, dramatizações, paródias entre outros trabalhos que desenvolviam. Quanto ao embasamento teórico, além de teorias sobre educação matemática e educação ambiental, baseamo-nos em teorias de avaliação formativa, motivação, auto direcionamento, autonomia, interdisciplinaridade etc. Concluímos que a transversalidade do tema meio-ambiente pôde ser interpretada através da constatação de que o tratamento das questões ambientais constituiu o eixo central do projeto. As questões ambientais dependeram da matemática para serem interpretadas. Por outro lado, os alunos se aproximaram da Matemática, contextualizando-a, a partir da temática ambiental. Verificamos, também, quais das atividades desenvolvidas foram mais ou menos favoráveis à produção intelectual e à autonomia dos alunos, dependendo da liberdade de escolha e tomada de decisão nelas permitidas.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Área Curricular
Data de Classificação:
09/09/2014