Título
O ensino de Física das radiações: contribuições da educação ambiental
Pensar sobre educação ambiental é se desacomodar, questionar-se, conhecer sobre a realidade social, despertar a consciência para os direitos e os deveres da sociedade. A escola constitui-se em um espaço privilegiado para desenvolver a educação ambiental e, assim, problematizar questões que fazem parte do cotidiano dos educandos, contribuindo para a formação de cidadãos mais críticos, capazes de responder às demandas do mundo contemporâneo. Como educadores na disciplina de Física, preocupamo-nos com o ensino de Física das radiações, visto que estamos constantemente expostos à radiação, podendo acarretar em prejuízos para a saúde, com a exposição indevida. Diante, desse estudo teve como objetivo investigar as ideias dos alunos, sobre a radiação, e desenvolver uma Unidade de Aprendizagem (UA), elaborada sob alguns pressupostos da Educação Ambiental, com uma perspectiva de ações interdisciplinares. A proposta foi idealizada com base na linha de pesquisa de Educação Ambiental: ensino e formação de educadores (as). O trabalho foi desenvolvido com alunos da 3° série do ensino médio da Escola Estadual Lília Neves, no bairro Quinta do município de Rio Grande, RS. A metodologia constou de quatro fases distintas nas quais, inicialmente foi elaborado um questionário para conhecer as ideias dos alunos sobre a radiação, em seguida foi desenvolvida uma unidade de aprendizagem que auxiliou os alunos a responderem problematizações. Na terceira fase de coleta de dados, um novo questionário, obedecendo a uma linguagem científica, foi aplicado aos alunos do grupo experimental e a outra turma da 3° série do ensino médio da mesma escola, porém que não participou das atividades desenvolvidas na UA. Por fim, o último momento de coleta de dados ocorreu ao ser desenvolvida, com cinco alunos do grupo experimental, uma entrevista semiestruturada. Os dados obtidos nos referentes instrumentos foram interpretados através de análise textual qualitativa e de análise quantitativa, pelo método estatístico não-paramétrico. Os resultados foram interpretados através de gráficos, tabelas e redes sistêmicas e sugerem que os estudantes, apesar de conhecerem sobre o tema, apresentaram ideias desarticuladas e parcialmente corretas. Pode-se constatar, também, que o desenvolvimento da unidade de aprendizagem foi capaz de mostrar diferenças significativas nas respostas dos dois grupos analisados, de maneira que o grupo experimental destacou-se e apresentou melhores resultados que o grupo de controle, o que parece evidenciar que a unidade de aprendizagem auxiliou a superar algumas das lacunas apresentadas inicialmente pelos alunos.