Título
Curso de Magistério: a Educação Ambiental na visão dos formandos do curso de magistério
A presente pesquisa possui seu foco central de investigação no curso de Magistério, no processo de formação de professores que atuarão nos primeiros anos do ensino fundamental, e na estrutura conceitual que os formandos do curso evidenciam durante a fase de conclusão do mesmo, no que se refere às questões ambientais. A partir do estabelecimento de um referencial teórico em que são abordados temas como a conceituação e as principais tendências sobre Educação Ambiental, numa perspectiva de atualização e revisão sobre o tema, além da formação de professores e suas implicações curriculares que constituem outro ponto de análise para o entendimento da estrutura de curso onde se dá, prioritariamente, a formação de conceitos determinantes de uma prática futura dos envolvidos. A construção do conhecimento e a concepção de currículo complementam o referencial no sentido de especificar parâmetros que justificarão as reflexões feitas com base nos dados coletados. Esta investigação foi realizada no período entre o ano 2000 e 2001, no único instituto de educação do município de Rio Grande, o qual possui características históricas e culturais que influenciaram diversas gerações de profissionais que ali se formaram, portanto, sua contextualização refere-se também a sua estruturação curricular, bem como seus integrantes do corpo docente e discente. O uso de instrumentos diretos e indiretos de pesquisa para análise das concepções construídas pelos alunos ao longo do curso permite uma revisão dos conceitos de Educação Ambiental e das atuais referências em termos de formação de professores, pois sendo este tema caracterizado por uma responsabilização coletiva da sociedade, e sendo a escola elemento formador de cidadãos atuantes na mesma, além de espaço de articulação entre saberes, torna-se a inserção das questões ambientais um viés de reflexão sobre o próprio pensar e agir humano. É preciso uma investigação para que a escola consiga buscar caminhos de adaptação aos novos paradigmas, para o aprimoramento das formas de relação homem-meio, para a problematização da responsabilidade dos educadores com a manutenção da qualidade de vida no planeta e principalmente para uma formação mais adequada de educadores para esta ação.