Título

O sentido da participação no “Estado de Invenção” de Hélio Oiticica: reflexão para uma prática de educação ambiental

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Maria da Conceição Hatem de Souza
Nome do(a) orientador(a)
Carlos Alexandre Baumgarten
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2005
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta pesquisa aponta para algumas conexões entre os paradigmas estéticos e éticos encontrados nas “Proposições Vivenciais” de Hélio Oiticica para uma prática de educação ambiental. Apresenta alguns encontros com a invenção de Hélio Oiticica que foram fundamentais para uma transformação em minha maneira de atuar como educadora ambiental, artista visual e psicóloga social, fazendo-me transitar por outros territórios que se encontravam ainda em potência. Para tanto, foi construída uma análise, para a apropriação da ideia da imanência da arte e da educação, articulando as proposições de Hélio Oiticica, o caráter interventivo e de transformação da realidade, com propostas ambientalistas. Ao tirar a arte do museu, trabalhar o seu conteúdo sensório e pensar a estética de maneira inusitada, distante da instituída pelo mercado de arte, as proposições de Hélio Oiticica revelam-se como um desdobramento das vanguardas modernistas e, ao mesmo tempo, como expressão dos movimentos contraculturais dos anos 60. Suas invenções trabalham o mundo sensório como perspectiva para a transformação do espectador em participante, sejam em sua inserção para a realização das proposições, ou para a transformação dos sentidos, proporcionando uma nova compreensão do mundo e o aparecimento de subjetividades criadoras. A propósito disso, realizou-se uma análise de conteúdo do programa criado por Hélio Oiticica, quando o ato de experimentar é utilizado como posição de investigação do cotidiano e não como diluição da arte no cotidiano.


Classificações

Contexto Educacional
Tema de Estudo