Título
O sentido da participação no “Estado de Invenção” de Hélio Oiticica: reflexão para uma prática de educação ambiental
Esta pesquisa aponta para algumas conexões entre os paradigmas estéticos e éticos encontrados nas “Proposições Vivenciais” de Hélio Oiticica para uma prática de educação ambiental. Apresenta alguns encontros com a invenção de Hélio Oiticica que foram fundamentais para uma transformação em minha maneira de atuar como educadora ambiental, artista visual e psicóloga social, fazendo-me transitar por outros territórios que se encontravam ainda em potência. Para tanto, foi construída uma análise, para a apropriação da ideia da imanência da arte e da educação, articulando as proposições de Hélio Oiticica, o caráter interventivo e de transformação da realidade, com propostas ambientalistas. Ao tirar a arte do museu, trabalhar o seu conteúdo sensório e pensar a estética de maneira inusitada, distante da instituída pelo mercado de arte, as proposições de Hélio Oiticica revelam-se como um desdobramento das vanguardas modernistas e, ao mesmo tempo, como expressão dos movimentos contraculturais dos anos 60. Suas invenções trabalham o mundo sensório como perspectiva para a transformação do espectador em participante, sejam em sua inserção para a realização das proposições, ou para a transformação dos sentidos, proporcionando uma nova compreensão do mundo e o aparecimento de subjetividades criadoras. A propósito disso, realizou-se uma análise de conteúdo do programa criado por Hélio Oiticica, quando o ato de experimentar é utilizado como posição de investigação do cotidiano e não como diluição da arte no cotidiano.