Título

O sentimento é dor, o riso é felicidade e a educação ambiental sendo isso aí mesmo cuidado: o (des)velarse “discentes-docente-pesquisadora” em uma sala de aula de educação infantil do sistema municipal de ensino de Vitória (ES)

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Madalena Maria Barbosa
Nome do(a) orientador(a)
Hiran Pinel
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2006
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta pesquisa foi viabilizada inspirando-se no método fenomenológico existencial. Procura descrever e ou interpretar (hermenêutica e existencialmente), compreendendo de modo sensível, as subjetividades de discentes-docente-pesquisadora nos seus envolvimentos em atividades/programas de educação ambiental em uma sala de aula infantil. Objetiva (des)velar, de modo compreensivo, essas subjetividades presentes nas interexperiências (Laing, 1974) advindas das relações concretas entre discentes-docente-pesquisadora, entendidos nos modos de ser sendo no mundo cuidado e ser sendo lá provável (Barbosa, pinel, 2005). Fundamenta-se nas ideias do filósofo alemão Martin Heidegger (2005) e de seus seguidores contemporâneos, especialmente os psicólogos existenciais? Em uma tentativa de reinterpretação de algumas de suas terminologias através dos modos como a pesquisadora às compreendeu nos contextos de análises e interpretação do fenômeno pesquisado, destacando, entre outros, ser, cuidado e angústia. A metodologia centra-se nos processos descritivos e foi realizada em um centro municipal de educação infantil da secretaria de educação da prefeitura municipal de Vitória/ES, em uma sala de aula que atende crianças de 5 anos de idade. Utilizaram-se como instrumentos de pesquisa as descrições (através de observações livres, linguagens orais e gestuais) em diário de campo e itinerância; os documentos contemporâneos (planos de aula, cadernos de atividades, relatórios, avaliações, plano de ação da instituição, projeto político-pedagógico, desenhos, fotografias etc.); obras de arte (cinema, pintura, poesia, músicas populares e suas letras, obras realizadas pelos próprios componentes da pesquisa etc.); e as entrevistas. Apresenta as descrições existenciais e ou interpretações dos sujeitos ou participantes da pesquisa, em uma compreensão indissociada “sujeito-objeto”, que busca por sentidos e significados de tudo aquilo que foi capturado na pesquisa. Reconhece a incompletude da pesquisa, contudo lança-se no Projeto de vir expressando cuidado (SORGE) com os parceiros nas áreas educacionais, psicopedagógicas, ambientais, infantis, etc., mergulhados que estão, na angústia como Leitmotiv de crescimento e aprendizagens significativas. Reflete sobre possibilidades de valorização do afeto na condução ou (co)move(dor) do conhecer, como provocadoras de experiências existenciais éticas (marcadas pela angústia), bem como de atitudes e modos de agir ambientalmente favorável à diversidade (e à adversidade), a qualidade de vida e a cidadania do “seraí” de cuidado. Reconhece a necessidade de provocar práticas pedagógicas e psicopedagógicas que estimulem os modos de ser sendo no mundo cuidado, através de um movimento de escuta empática, refinada e sensível junto a discentes docente. Produz uma pequena e poética síntese do que foi apreendido, ao mesmo tempo, deixa em aberto às aprendizagens como uma atitude que marca o sentido de ser sendo si mesmo no cotidiano do mundo. Sugere, finalmente, um esboço de uma “psicopedagogia da angústia pelo viés da escuta” aqui, voltados para o ensino e aprendizagens dos conteúdos de educação ambiental, em programas de educação infantil.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Área Curricular
Modalidade: Regular