Título
Do mito à realidade: um olhar sobre a antártica através dos signos e das representações
A curiosidade sempre foi um mecanismo da qual o homem utiliza para a conquista de novos espaços geográficos, assim como o de conhecer e superar desafios, o que leva a elaboração de teorias e a criação de símbolos. A Antártica sempre ocupou esse universo de curiosidades, desde Pitágoras e Ptolomeu que descreviam em suas representações a “terra australis nodum cognita”. Muitas expedições depois se seguiram, criadas a partir de um leque de mitos, signos, representações, descrições ideais sobre um continente misterioso e fascinante em suas peculariedades na fauna e flora. Através de respostas obtidas pela aplicação de um questionário distribuído para um universo de pessoas nas ruas e em organizações ligadas às atividades antárticas, no que se refere ao conhecimento da fauna, flora, do conhecimento sobre a proteção ambiental e a sensibilidade na análise sobre Antártica. As respostas foram diversificadas ligadas ou não com a imagem da região, uma terra limpa, totalmente livre de poluição, a dificuldade ou o inacessível ao penetrar em direção à porção central até por conta do clima rigoroso, além de ser o último santuário da vida selvagem da terra. Contudo, estas definições sobre a vida selvagem, são ideias apresentadas por desenhos animados e programas de televisão, que fixam imagens e linguagens a população, construindo um conhecimento errôneo que a região Antártica não possui somente pinguins, mas também iglus, esquimós e até ursos polares. Essas afirmativas foram obtidas na pesquisa de campo, inclusive em um país com uma longa tradição nas atividades antárticas e defende a sua territorialidade, enquanto outro possui uma postura não territorialista e com uma tradição antártica relativamente curta. Esta visão dúbia prevalece não somente como um neo-mito, mas também como o resultado de uma integração dos elementos naturais do ártico com os antárticos, dirigido pela influência da mídia e da instrução formal nas escolas, ou em apresentações científicas. A Educação Ambiental parece ser uma necessidade de informar as mais diversas populações mundiais, conscientizando em relação à fauna e à flora antártica e a sensibilização das gerações atuais e futuras sobre a necessidade da conservação e à proteção da região antártica.