Título
Por uma Educação Ambiental corporalizada: a emoção em trilhas interpretativas
Pretendendo contribuir com o avanço do campo epistemológico da Educação Ambiental, definimos como objetivo principal desta pesquisa construir estruturas ecovivenciais aplicadas a trilhas interpretativas em áreas de proteção ambiental. Para conduzir a tarefa de investigação ecofenomenológica, o presente objetivo foi desdobrado com a seguinte especificidade. 1. Aprofundar a discussão sobre o papel da emoção e do sentimento na Educação Ambiental. 2. Mapear uma trilha do Parque das Dunas identificando ambientes ecos-sensoriais para o desenvolvimento de ecovivências. Os pressupostos teóricos foram assim definidos: 1. Educar na biologia do amor é cuidar do desenvolvimento, do pensamento e das inteligências e, ao mesmo tempo, educar a escuta do sentimento e abertura do coração. 2. Sentir o sentimento amplia o alcance das emoções. A etnografia e a ecofenomenologia foram as abordagens metodológicas utilizadas no estudo. Como resultado dos nossos estudos podemos destacar a construção de ecovivências na promoção de uma Educação Ambiental para a vida. Que significa utilizar ecovivências que proporcionem o desenvolvimento da sensação, do sentimento e da intuição, e que façam a integração intercultural, possibilitando uma visão planetária das coisas em nome da paz e da unidade do mundo. Enfatizar a busca por novas experiências (despertando os sentidos), ressaltar a sensibilidade em relação à natureza e ao outro (caminhada da sensibilidade), possibilitar uma melhoria da expressividade humana no que se refere às emoções e afetos que fazem parte da subjetividade (amando a natureza), eis, portanto, os principais compromissos da nova perspectiva corporalizada para a educação ambiental. Não apenas a partir da experiência de vida, mas hoje, também, a partir das evidências que têm emergido com as pesquisas nesta área, convencida de que, se desejo favorecer a construção de uma sensibilidade ambiental que possibilite a formação de um cidadão ambiental, mais vale engajar em projetos que incluam vivências na natureza através da percepção dos sentidos.