Título

Educação não formal e Educação Ambiental: experiência na vida dos trabalhadores

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Jussara Botelho Franco
Nome do(a) orientador(a)
Susana Inês Molon
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2005
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O presente estudo de caso tem como objetivo compreender os significados e os sentidos atribuídos por um grupo de trabalhares e trabalhadoras às suas relações interpessoais e socioambientais a partir de uma experiência educacional promovida pelo sindicato da alimentação, por meio do projeto integrar, que certificou o ensino fundamental. A proposta é analisar as implicações e repercussões dessa experiência em suas vidas, envolvendo superações e permanências. O princípio orientador dessa construção é a dimensão ontológica do trabalho na constituição do ser humano, tendo a abordagem sócio-histórica – que compreende o sujeito através de sua atividade social e histórica e que se constitui a partir das relações sociais – como pano de fundo para a apreensão dos sujeitos pesquisados. O aporte teórico utilizado para construir e analisar os aspectos educacionais – ambiental e não formal – ancorou-se na pedagogia transformadora, a Pedagogia do Oprimido rumo a sua libertação. A abordagem qualitativa apoiou-se nos pressupostos dialéticos; a construção teórico-metodológica, os procedimentos utilizados para organizar, analisar e interpretar os dados das entrevistas semiestruturadas, foram sustentados na orientação de Freire, a partir do tema gerador como categoria de análise dos subtemas que dele emergiram, e se pautou na análise de conteúdo. Os dados analisados revelaram que para os pesquisados a experiência significou a superação da visão ingênua do mundo vivido, através da consciência crítica construída nas experiências cotidianas, na inserção comunitária como integrantes de sua classe e nas mediações inter e intrapsicológicas. As decisões coletivas que assumiram pautaram-se muito além das necessidades materiais, foram construídas como uma dimensão afirmativa da cidadania, da dignidade humana e da capacidade de dirigir seus destinos com autonomia, tendo, nesse caso, o fator subjetivo como campo de luta na superação das condições socioambientais adversas. Para que essa suposta transformação não se reduza a momentos, mostra-se necessário sua organização permanente enquanto classe trabalhadora, discutindo e avaliando constantemente os movimentos e transformações do real e, neste sentido, redirecionando sua ação transformadora.


Classificações

Data de Classificação:
15/12/2014