Título
Representações sociais do ambiente, Igarapé da Rocinha, como patrimônio por crianças das séries iniciais
Este trabalho investiga as representações sociais sobre o Igarapé da Rocinha, em Vigia de Nazaré, pelos alunos da 4ª série do ensino fundamental de uma escola pública. O município de Vigia de Nazaré, a mais antiga cidade da Amazônia, conta com um considerável patrimônio histórico-cultural e tem a pesca como a principal economia do município. Neste trabalho o igarapé da rocinha é estudado como patrimônio ambiental, porém, ele se encontra em nível avançado de assoreamento devido, principalmente, a ocupação desordenada às suas margens. A pesquisa está fundamentada na teoria das representações sociais, nos conceitos de Educação Ambiental e de Educação Patrimonial. A coleta de dados para análise consta de: a) realização de conversas reflexivas (diálogos) com os alunos, provocando discussão acerca de educação patrimonial ambiental com foco no estado atual do Igarapé da Rocinha; b) aula-passeio dos alunos às margens do igarapé; c) seminário sobre as memórias do Igarapé da Rocinha contada aos alunos por três moradores da cidade com idade de 75 anos, 50 anos e 37 anos; d) representação social do referido igarapé em desenhos e textos escritos. Os resultados obtidos através das produções de desenhos e textos escritos dos estudantes evidenciaram a compreensão e o conhecimento sobre a problemática estudada e a elevação da consciência de si mesmos como pessoas capazes de transformarem o seu entorno. As representações em desenhos mostram a percepção do ambiente estudado como um bem a ser preservado, e também mostram os sentimentos de identidade cultural e de cidadania. A Educação Ambiental na perspectiva patrimonial nas séries iniciais é importante na formação da consciência crítica ecológica e pode ser amplamente divulgada nos meios educacionais na expectativa de tratar a problemática socioambiental.