Título
A pegada ecológica do município cidade do Rio de Janeiro
Os problemas causados pela utilização dos recursos naturais muito além da capacidade de carga dos ecossistemas tem gerado graves consequências ao equilíbrio ambiental. A mudança dos padrões climáticos e as implicações decorrentes sobre a produção de alimentos e a ocorrência de fenômenos atmosféricos extremos são um alerta sobre a exaustão do atual modelo de produção e consumo adotados. A necessidade de monitorar as condições ambientais e colocar em termos de números as consequências ecológicas e sanitárias de nossos males da civilização são uma das etapas na busca do desenvolvimento sustentável. O capítulo 40, da Agenda 21, estabelecido durante os debates ocorridos na Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente - Rio 92, deixa patente a necessidade da elaboração de indicadores de desenvolvimento sustentável para servirem de base às decisões acerca do meio ambiente e desenvolvimento econômico. As pressões ambientais provocadas pela concentração humana em aglomerações urbanas colocam as metrópoles no centro do debate sobre o futuro das sociedades contemporâneas. O presente trabalho tem como objetivo geral mensurar a pressão antrópica no município do Rio de Janeiro utilizando a metodologia do Indicador de Sustentabilidade Pegada Ecológica e contribuir com o debate sobre sustentabilidade ambiental no recorte espacial municipal. Os objetivos específicos da dissertação são discutir a condição histórico legal do município na Federação Brasileira, a relação entre sustentabilidade e consumo, apresentar a metodologia e os referenciais teóricos do Indicador de Sustentabilidade Pegada Ecológica, avaliar a produção nacional e o estado das artes do indicador de sustentabilidade no Brasil, aplicar a metodologia para o ano de 2003, dimensionar as categorias de consumo alimentar, de água, energia elétrica, produção de lixo, emissão de gases efeito estufa por setor de atividade, consumo de produtos florestais e a área construída. Calcular a bioprodutividade do município para as categorias dos territórios de cultivo, pastagem, marinho, construído e para sequestro de carbono. Utilizando os resultados da pegada ecológica e da bioprodutividade, aplicar a equação do saldo ecológico e comentar os resultados para a área estudada. Ao final, discutiremos a importância da Educação, especialmente a Educação Ambiental, na persecução da sustentabilidade, as limitações e possibilidades teóricas e práticas do indicador e a utilidade da pegada ecológica como ferramenta de gestão ambiental.