Título

Percepção do conhecimento sobre sustentabilidade ambiental entre técnicos agrícolas e produtores rurais na região oeste do estado de Santa Catarina

Programa Pós-graduação
Tecnologia
Nome do(a) autor(a)
Isabel Helena Heck Bellaver
Nome do(a) orientador(a)
Kazuo Hatakeyama
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2001
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Atualmente no Brasil, o agronegócio responde por cerca de 40% do PIB, 40% das exportações e gera mais de 25 milhões de empregos. Isso vem sendo conseguido pelo aumento da escala de produção agrícola, atendendo a globalização de mercados. Entretanto, isso gera a necessidade de novas políticas para manter a qualidade e segurança dos produtos e do meio ambiente. Para que isso seja alcançado, é esperada a contribuição dos técnicos agrícolas (TA) e portanto, os objetivos deste trabalho, são levantar informações relativas a atuação profissional e analisá-los com relação a aplicação de tecnologias sustentáveis. O trabalho de pesquisa consistiu de dois levantamentos, sendo o primeiro com 549 questionários enviados pelo correio, no período entre 1995 a 1999. O segundo, foi referente a aplicação de um questionário estruturado, o qual identifica o produtor e a propriedade, destaca os sistemas de produção agropecuária com relação a parcerias e versa sobre o conhecimento e a utilização ou não, das tecnologias ligadas às questões ambientais. Foram comparados dois grupos, com 30 observações cada. O primeiro grupo era de TA, formados na Eafc/SC e o segundo grupo, de produtores rurais (PR) não vinculados a TA. As propriedades possuíam características semelhantes de produção agropecuária e localizavam-se no oeste do estado de Santa Catarina. Os dados foram analisados através de estatística descritiva em tabelas de frequências, usando Teste Qui-Quadrado (C²) para as 131 variáveis estudadas. Usou-se análise de correspondência múltipla, em que foram consideradas 21 variáveis explicativas que apresentavam maior associação entre os grupos dos TA e PR. Com relação ao primeiro levantamento, constatou-se que dos 38,43% questionários devolvidos, 13,74% dos TA estão desempregados, 73,46% estão empregados e 12,80% estão estudando. Do total de TA empregados, 51,66% estão trabalhando na área de formação e 21,80% fora dela. No segundo levantamento, a categoria dos TA diferenciou-se da categoria dos PR com relação ao sistema do plantio direto e o uso de agrotóxicos, pois em todas as variáveis selecionadas demonstraram maior conhecimento sobre o assunto. Também apresentaram maior conhecimento técnico em relação ao manejo de dejetos de animais e o seu armazenamento. Mostraram algumas dúvidas sobre a qualidade das rações produzidas e quanto ao uso de aditivos nas rações. Demonstraram maior conscientização em relação aos problemas ambientais. Por sua vez, os PR indicaram a falta de recursos financeiros para o não reflorestamento. Ambos os grupos apresentaram índices que permitem melhoria na sustentabilidade ambiental. Concluiu-se que os PR possuem menor conhecimento das tecnologias sustentáveis do que os TA, porém ambos os grupos necessitam de maior conhecimento sobre sustentabilidade agropecuária. A escola deve preparar técnicos agrícolas conscientes com os problemas ambientais, os quais poderão aplicar tecnologias sustentáveis na agropecuária, em substituição àquelas tradicionais, em benefício da conservação ambiental.


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