Título

Degradação do manguezal pelo lixo: estudo de um caso no Grande Recife - PE

Programa Pós-graduação
Desenvolvimento e Meio Ambiente
Nome do(a) autor(a)
Ideiter Gomes da Silva
Nome do(a) orientador(a)
Luiz Dias Rodrigues
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2002
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Com o objetivo de caracterizar as alterações ambientais ocorridas no mangue, atribuídas ao lixo depositado pelos moradores do loteamento Nossa Senhora da Conceição I, Favela Chega-mais, situada na cidade do Paulista - Pernambuco, Brasil, o autor desenvolveu pesquisa do tipo descritiva, exploratória, quali-quantitativa, através de entrevista estruturada com 253 moradores, sendo 109 (43,1%) do sexo feminino e 144 (56,9%) do sexo masculino, com idades variando entre 18 e 92 anos (média = 35,9 13,6 anos). As variáveis dependentes foram: dependência do mangue para subsistência e alimentação; destino, origem e tipos de lixo encontrados no mangue, doenças comuns na comunidade, alterações do manguezal atribuídas ao lixo pelos moradores e órgãos envolvidos na Educação Ambiental da comunidade. Detectou-se que 206 (81,4%) entrevistados reconheceram que o lixo do manguezal provinha da própria comunidade; que o tipo de lixo mais frequente foi de composição plástica (171 a 67,6%). E que predominou os moradores jogarem o lixo doméstico em qualquer lugar (94 a 37,2%) ou especificamente no mangue (75 a 29,6%). A relação de dependência do mangue para subsistência não interferiu no julgamento dos entrevistados de que o lixo poluiu tanto o solo quanto a paisagem; aumentando a sua quantidade sobre o solo, sendo enterrado e piorando a qualidade da água. No entanto essa dependência e o tempo de moradia atuaram como fatores para perceberem os prejuízos que o lixo traz para a fauna quanto à andada (2=10,9685; g.l.= 1; p=0,000) e à dificuldade de catação dos caranguejos (2= 5,44; g.l.=1; p=0,02). A maioria dos entrevistados (105 a 44,5%) referiram-se a inexistência de trabalho de Educação Ambiental na comunidade. Associando esses dados, foi possível identificar a necessidade urgente de um programa de Educação Ambiental, iniciado nas escolas para que as crianças sirvam como elementos de educação aos adultos e mantenedores do processo de defesa do manguezal, assim como a urgência em reimplantar um plano de gerenciamento daquele manguezal.


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