Título

Educação Ambiental, uma Politica Pública Educacional: como a escola a acolhe?

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Glaucia Soares Barbosa
Nome do(a) orientador(a)
Maria do Carmo de Lacerda Peixoto
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2008
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O atual modelo econômico se fundamenta no lucro e na lógica do aumento da produção, que precisa ser consumida. Isso remete a uma pressão sobre os recursos naturais, causando degradação ambiental e se refletindo na perda da qualidade de vida, tornando o meio ambiente o centro das atenções mundiais. Nessa situação, o desenvolvimento sustentável assume papel estratégico, articulando o desenvolvimento das atividades econômicas e sociais com a conservação ambiental. Um importante componente dessa estratégia é a Educação Ambiental – EA, que no Brasil está sendo tratada a partir da criação de leis federais, estaduais e municipais e dos Parâmetros Curriculares Nacionais. A Lei nº 9.795 instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, e os parâmetros sugeriram o trabalho com o tema transversal meio ambiente no ensino fundamental. Diante desse contexto, é importante compreender como as políticas de EA estão sendo implementadas nas escolas. Para isso, realizou-se uma pesquisa qualitativa, que toma como foco as escolas da rede municipal do ensino fundamental de Belo Horizonte, utilizando como instrumento de coleta de dados a observação direta, entrevistas semiestruturadas e pesquisa documental. Os resultados desse trabalho apontam que as escolas pesquisadas já conseguiram que parte de seus sujeitos tenham um olhar crítico sobre a EA; estão buscando realizar atividades interdisciplinares, coletivas e permanentes; utilizam estratégias para inserção do tema, entre elas o estabelecimento de parcerias; e caminham na busca de solucionar problemas ambientais locais. Infere-se que a proposta da escola plural da rede municipal de ensino de Belo Horizonte é um facilitador da inserção do tema na escola por possuir identidades de princípios com a proposta da EA que está presente nas leis e nas pesquisas brasileiras. Observa-se que o tema ainda não está incorporado à estrutura dos currículos escolares de modo geral, pelo fato de este campo ser recente, sendo orientado por discussões globais que se firmaram somente a partir da década de 1990. Analisa-se que as escolas buscam sensibilizar seus sujeitos para as questões ambientais, mas estes sujeitos encontram dificuldades para mudar de atitudes ao se depararem com uma realidade que funciona de acordo com os mecanismos do modelo econômico vigente. Por fim, infere-se que as escolas estão buscando implementar a EA, a partir das orientações políticas da área, mas ainda há muito por fazer, cabendo ao Estado redirecionar as ações das instituições de ensino para que as atividades sejam acompanhadas, avaliadas e recebam os devidos recursos para sua execução.


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