Título
Práticas em Educação Ambiental no ensino formal: a promoção de competências pró-ambientais para a aquisição do auto-governo
Para se alcançar a sustentabilidade ambiental por meio da Educação, práticas em Educação Ambiental proporcionam ao educando a aquisição de habilidades e competências pró-ambientais. Para buscar entender o impacto dos resultados obtidos com Educação Ambiental, verificou-se se alunos que cursam o ensino médio em escolas públicas demonstram comportamento pró-ambiental depois de participarem de um projeto em Educação Ambiental. Analisou-se a aquisição dos níveis de competência ambiental nos educandos do ensino médio que tenham participado de atividades em Educação Ambiental em relação à educandos que não tenham participado delas, aplicando atividades-teste para investigar a aquisição dos níveis funcionais das competências pró-ambientais, em unidade escolar que tenha desenvolvido projetos em Educação Ambiental e em unidade escolar que não os tenham desenvolvido. A unidade escolar que desenvolveu atividade em Educação Ambiental - plantio de árvores da Mata Atlântica - foi escolhida por possuir uma programação de ensino com etapas planejadas e diversificadas aplicadas ao longo de 5 anos, por dois professores, o de Geografia e de Ciências. Tais características permitiram verificar além, do impacto ambiental produzido pela atividade em si, também o resultado da aprendizagem, no que se refere à aquisição de competências que levaram à conquista do autogoverno. As atividades-teste foram elaboradas pela pesquisadora e baseou-se na taxonomia proposta por Ribes (1990) para a aquisição de competências funcionais. As competências possuem cinco níveis: contextual, suplementar, seletivo, substitutivo referencial e substitutivo não referencial, que podem ser adaptadas para avaliar as competências pró-ambientais no contexto da Educação Ambiental. Estas atividades foram pré-testadas por quatro especialistas da área ambiental para verificar a adequação do conteúdo em relação ao nível de competência, como para orientar a formulação do critério de pontuação. Também foram pré-testadas em grupos de alunos que não participaram da pesquisa para verificar o tempo gasto para sua realização e o entendimento do que foi proposto em cada atividade. Ao realizarem o plantio de 66 espécies vegetais nativas do território brasileiro a maioria dos alunos adquiriu competências pró-ambientais. O desempenho dos alunos foi modelado de forma a completar tarefas de graus de funcionalidade diversos que evoluíram das ações mais simples às ações mais complexas. Os alunos aprenderam a manipular variáveis ambientais, de forma que estas afetaram seu comportamento, favorecendo a ocorrência de respostas úteis para a solução de problemas, o que pode significar independência e autonomia. A Educação Ambiental também pode se valer dos pressupostos da análise do comportamento para planejar e avaliar ações que resultem em impactos na preservação ambiental.