Título

Práticas socioambientais no espaço escolar: uma reflexão sobre a percepção dos usuários de duas escolas do ensino fundamental em João Pessoa, Paraíba

Programa Pós-graduação
Arquitetura e Urbanismo
Nome do(a) autor(a)
Flávia Giangiulio Taveira
Nome do(a) orientador(a)
Gleice Virginia Medeiros de Azambuja Elali
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2008
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

No momento sócio histórico que vivemos é cada vez mais evidente a necessidade das pessoas aprenderem a lidar com o meio ambiente de modo consciente, cuidando de si próprias através dele. Nesse sentido, considerando a escola como um local onde crianças, jovens e adolescentes passam grande parte do seu tempo, esta dissertação teve como objetivo discutir a percepção do ambiente escolar por estudantes, professores e funcionários de duas escolas de João Pessoa - o Centro Estadual Experimental de Ensino-aprendizagem Sesquicentenário e a escola estadual de ensino fundamental e médio Presidente Emílio Garrastazu Médici. Partindo-se do pressuposto que os ambientes nos quais e com os quais as pessoas convivem refletem suas práticas cotidianas, o trabalho de campo buscou identificar as práticas socioambientais que caracterizam a relação desses usuários com a escola e, a partir dessa compreensão, inferir algumas de suas preocupações com relação ao meio ambiente como um todo. Para analisar a utilização do espaço físico disponível nas duas instituições optou-se pela avaliação pós-ocupação, uma das abordagens que retro alimentam o processo de produção de edifícios ou conjunto edificado, resgatando aspectos ligados ao seu uso, operação e manutenção. Além de se analisar diversos ambientes escolares, como sala de aula, circulações/acessos, biblioteca, espaços pedagógicos e esportivos, quanto ao conforto ambiental e as percepções dos principais usuários das escolas, alunos, professores e funcionários; a dissertação procurou averiguar o cuidado (Educação Ambiental) desses usuários com o espaço escolar. De modo geral verificou-se que as duas escolas têm avaliações e percepções bem diferentes por quatro motivos: (I) gestão das escolas; (II) percepção dos usuários; (III) localização das escolas e (IV) sentimento de lugar, territorialidade e apropriação.