Título
Ecoturismo no rio Puraquequara: alternativa para a inclusão social e proteção ambiental
Esta pesquisa foi desenvolvida tendo como objetivo avaliar o potencial turístico do rio Puraquequara, como alternativa para desenvolvimento regional sustentável, tendo o ecoturismo como alternativa socioeconômica e ambiental para as comunidades de entorno deste rio, na região metropolitana de Manaus, estado do Amazonas, localizadas em uma área de proteção ambiental em processo de implementação. Para sua execução, a partir de ações exploratórias prévias na área e consulta em literatura de apoio, adotou-se a técnica de observação direta intensiva; observação propriamente dita e entrevista. As entrevistas seguiram um roteiro pré-estabelecido, a partir de perguntas padronizadas que foram aplicadas aos comunitários para captar sua percepção sobre a região e seu contexto geopolítico e sobre a atividade turística. As comunidades avaliadas foram Igarapé da Floresta, Santa Luzia e São Francisco do Mainã, selecionadas devido a sua representatividade para o ambiente e para o objetivo do trabalho. Foram entrevistadas sessenta e duas pessoas, sendo levantadas informações socioeconômicas, áreas protegidas, turismo e desenvolvimento. Os resultados obtidos apontam para a necessidade de atuação do governo estadual e municipal na localidade para melhoria na infraestrutura básica: educação, saúde, segurança, energia, abastecimento de água e transporte; além de um forte trabalho com as comunidades sobre áreas protegidas e conservação ambiental, evidenciando a importância de uma atividade local que possa ser socialmente inclusiva e ambientalmente correta. O ecoturismo é uma das alternativas para a localidade, se adequadamente planejado potencializará a atividade, sendo necessário o envolvimento de maneira participativa da população local. Como conclusão, pode-se definir o ecoturismo como atividade promissora e adequada para as comunidades pesquisadas em função da sua vertente relacionada com as questões sociais e ambientais de forma a promover o bem-estar local, a utilização dos recursos naturais existentes através da organização comunitária e do planejamento participativo. Os resultados e as conclusões permitiram recomendar que deve haver a introdução de outras atividades que possam dar suporte ao ecoturismo, ainda há necessidade de participação do poder público para o desenvolvimento do turismo e por fim a realização de reuniões constantes com as comunidades, desde o planejamento, implementação, gestão, avaliação e monitoramento das áreas protegidas.