Título
História e memória do ambientalismo no Vale do Rio dos Sinos
A dissertação história e memória do ambientalismo no Vale do Rio dos Sinos propõe uma análise histórica de iniciativas de proteção ao meio ambiente que ocorreram na região da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul. Essa análise parte dos primórdios do movimento ambientalista brasileiro, retomando o trabalho iniciado por Henrique Luiz Roessler com a fundação da União Protetora da Natureza (1955), e estende-se até o começo dos anos 90, destacando lutas ambientalistas relevantes no Vale do Rio dos Sinos e contemplando aspectos do desenvolvimento do ambientalismo que excedem o espaço geográfico abordado pela pesquisa. A proposta que orientou a construção da pesquisa insere-se na linha da história ambiental, e mais especificamente, na linha dos estudos históricos voltados para a compreensão dos problemas ambientais contemporâneos. Dentro dessa perspectiva, a pesquisa valorizou práticas culturais que possibilitaram a exposição e discussão pública das demandas ambientalistas no Vale dos Sinos e concedeu um destaque especial para a politização e para a produção textual que acompanhou o discurso ambientalista na região. No seu primeiro capítulo, a dissertação trata da politização do ambientalismo a partir de lutas pela preservação da natureza e da interação dos ambientalistas com o poder público e com outros segmentos da sociedade. O segundo capítulo aborda a produção textual ambientalista usando como suporte teórico o conceito de “economia escriturística” de Michel de Certeau. O conteúdo do segundo capítulo apresenta uma análise de textos relevantes para a construção de um discurso de preservação à natureza ligado à geografia local e influenciado pelo trabalho da Unisinos na área ambiental. O capítulo final da dissertação foi construído a partir do método da história oral e o seu conteúdo é voltado para o estudo de um conjunto de recordações ligadas ao ativismo ambientalista na região. O texto desse capítulo analisa fragmentos de memória importantes para a compreensão da dimensão cultural do ambientalismo, concedendo destaque para experiências de Educação Ambiental e iniciativas de mobilização social e para a participação dos ambientalistas na qualificação e ampliação dos serviços públicos referentes ao meio ambiente.