Título
Formação de educadores e estratégias pedagógicas em Educação Ambiental
Este estudo constitui uma reflexão sobre a formação de educadores, em curso de extensão Formação à Distância em Educação Ambiental (Fadea), parte integrante do Projeto Educação Ambiental para Amazônia (Edamaz), uma proposta de formação em Educação Ambiental (EA) que envolvem quatro países: Brasil, Canadá, Colômbia e Bolívia. Atuar conjuntamente em equipe coloca em discussão a possibilidade e a necessidade de construir caminhos emancipatórios através da fertilização de teorias e ações, gerando compromisso e articulação entre a teoria e a prática. As pessoas participam das observações dos pesquisadores, constroem suas considerações, apropriam-se do saber, contribuindo com a qualidade do conhecimento produzido num processo de construção e reconstrução, para a superação das dificuldades e desenvolvimento da criatividade, permitindo que cada um/uma possa se ver na cena construída, rever e re-significar sua ação cotidiana. Ao desenvolvermos o trabalho de pesquisa em EA através das atividades teórico-práticas trabalhadas no decorrer do curso (Fadea), pelos professores cursistas, constatamos a importância e a necessidade da formação inicial e continuada no âmbito das escolas, instituições e comunidade. A recuperação histórica da região reativa confrontos entre o antigo e o atual, abrindo um novo espaço compreensível, não só dos fatos objetivos, mas também do próprio ser humano que se encontra envolvido na criação destes fatos e a tematização ganham sentido real e de fácil assimilação. A partir de debates em grupo tendo como trilho os temas reais, buscando entender as influências externas que interferem na realidade, bem como o que fazer para melhor gerenciar o meio ambiente pode fazer surgir algumas estratégias pedagógicas em Educação Ambiental, oportunizam-nos construir alternativas possíveis para a melhoria da qualidade de vida, oportunizando-nos a construção de alternativas assim como o exercício da aprendizagem de realizar transformações. A Educação Ambiental precisa ser entendida na sua amplitude e complexidade, exigindo uma perspectiva globalizante, que possibilite deslumbrar as diferentes dimensões econômicas, políticas, sociais, físicas, culturais e éticas. Força-nos percorrer os labirintos das relações recíprocas entre a sociedade e natureza, a dialogar com os saberes trocando, construindo e reconhecendo seu potencial para as transformações. Finalizamos com a apresentação de caminhos viáveis para desenvolver o trabalho coletivo na busca de alternativas para responder às questões levantadas construímos uma metodologia e estratégias a partir dos questionamentos coletivo e participativo. Não sendo modelos prontos para serem copiados, porque também acreditamos que as experiências não podem ser transplantadas, mas reinventadas (Freire, 1995).