Título

Representações sociais de meio ambiente, educação ambiental e gestão de áreas protegidas de gestores e técnicos de parques urbanos na cidade de Salvador, Bahia, Brasil

Programa Pós-graduação
Ecologia e Biomonitoramento
Nome do(a) autor(a)
Eliane dos Santos Alcantara
Nome do(a) orientador(a)
Sueli Almuiña Holmer Silva
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2007
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Este trabalho tem como objetivos analisar as representações sociais de meio ambiente, Educação Ambiental e gestão de áreas protegidas de gestores e técnicos de quatro parques urbanos da cidade de Salvador, Bahia, Brasil, e caracterizar o processo de criação dos referidos parques numa perspectiva histórica. A metodologia utilizada nessa pesquisa foi a qualitativa, tomando como referência as representações sociais dos gestores e técnicos dos parques metropolitanos lagoas e dunas do Abaeté, Joventino Silva, metropolitano de Pituaçú e São Bartolomeu. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de entrevistas e pesquisa documental e a análise dos dados através da técnica de análise de conteúdos e de estatística descritiva. A análise das informações coletadas permitiu caracterizar o processo de criação dos parques estudados, o qual foi pautado no paradigma preservacionista, visando conservar áreas remanescentes da Mata Atlântica, dunas e restingas, afetadas pelos impactos ambientais negativos decorrentes da urbanização da cidade de Salvador. A ausência de formação em Educação Ambiental por parte dos gestores e técnicos influenciou a estruturação de representações sociais de meio ambiente baseadas na concepção natural e cognoscente, e, de Educação Ambiental na perspectiva conservadora, as quais, associadas ao paradigma que orientou o processo de criação desses parques, se expressam numa abordagem preservacionista na gestão destas unidades de conservação. A existência de imóveis em situação irregular e a retirada de recursos têm se constituído historicamente nos principais impactos ambientais negativos nos parques, estabelecendo uma situação de conflito com a comunidade do entorno. Apesar da falta de educação, da expansão urbana e das condições econômicas terem sido indicadas como as causas desses impactos, os entrevistados elegeram as ações de fiscalização, repressão e recuperação como as mais eficientes para solucioná-los, ratificando a predominância da concepção preservacionista na gestão de unidades de conservação. A realização de atividades com a comunidade do entorno, visando a conservação dos recursos naturais, a valorização da cultura, a geração de renda e a oferta de serviços de saúde e lazer têm contribuído para o desenvolvimento do sentido de confiança e pertencimento por parte da mesma em relação ao parque. Embora os gestores e técnicos apontem a Educação Ambiental como a principal ação a ser implementada na resolução dos conflitos nos parques, nenhum deles desenvolve um programa de Educação Ambiental. Os dados analisados indicam a necessidade de realização de um curso de formação em Educação Ambiental dirigido aos gestores e técnicos, instrumentalizando-os para o desenvolvimento de ações educativas junto à comunidade do entorno, numa perspectiva emancipatória, visando construir coletivamente um processo de gestão territorial ambiental participativa nas unidades de conservação. Além disso, a constituição de um fórum de gestores seria uma iniciativa importante no sentido de oportunizar o compartilhamento de experiências e fomentar a construção de uma gestão participativa com os diversos atores envolvidos com os parques.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
26/02/2015