Título

Participação comunitária nos processos de Educação em Saúde e Ambiental: região de Paranapiacaba e Parque Andreense

Programa Pós-graduação
Saúde Pública
Nome do(a) autor(a)
Elaine Cristina da Silva
Nome do(a) orientador(a)
Maria Cecilia Focesi Pelicioni
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2009
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

A palavra -participação- tem aparecido nos mais variados discursos. Mas afinal, que participação é essa? Considerando o âmbito da promoção da saúde e seus pressupostos, a participação é citada como uma das condições fundamentais para que as comunidades assumam o controle sobre a saúde. Percebe-se que há uma grande distância entre o que propõem os principais documentos referentes à promoção da saúde e o que realmente é colocado em prática. Uma das formas mais importantes de estimular a participação comunitária é por meio do processo educativo. Para entender como esses processos educativos vêm ocorrendo em áreas de proteção ambiental de modo que atenta os pressupostos de promoção da saúde, esta pesquisa foi realizada com o objetivo de identificar e analisar as ações de educação em saúde e de educação ambiental desenvolvidas pelo poder público municipal nas áreas de mananciais de Santo André - SP e as formas de participação da comunidade local nesses processos, bem como suas percepções sobre tais ações. A metodologia utilizada para a pesquisa foi de abordagem quali-quantitativa, tendo como instrumentos a análise documental; entrevista estruturada e semiestruturadas. As entrevistas foram iniciadas após prévia aprovação do comitê de ética em pesquisa e consentimento esclarecido dos entrevistados. Os sujeitos eram adultos de ambos os sexos residentes em 02 áreas da região de Paranapiacaba e Parque Andreense e funcionários da prefeitura de Santo André. Os principais resultados mostraram que as ações de saúde desenvolvidas na região de estudo ainda são vistas predominantemente sob o prisma da prevenção e não como um processo educativo capaz de subsidiar e alcançar alguns dos objetivos da promoção da saúde, como o desenvolvimento de habilidades pessoais e o reforço à ação comunitária. Entre as ações relacionadas ao meio ambiente predominou o conhecimento das ações de fiscalização ambiental em detrimento das ações de educação. Os dados obtidos evidenciaram a importância de ações educativas como parte de um processo e não como práticas isoladas. A partir da análise dos depoimentos dos entrevistados, notou-se que os mecanismos de divulgação e participação têm sido ineficiente, pois muitos desconhecem tais materiais de divulgação, assim como os espaços de participação e seus representantes. Os principais obstáculos citados pelos moradores entrevistados na relação poder público-sociedade civil estavam ligados à efetivação de ações de infraestrutura e opções de geração de renda, falta de retorno às solicitações feitas, falta de diálogo entre os técnicos e a comunidade e formas de divulgação mais variadas e com abordagens diferenciadas. Conclui-se que os sujeitos desta pesquisa ainda não detêm a habilidade para participar e para assumir uma postura pró-ativa frente ao local em que moram e à sua própria saúde, assim como o poder público precisa aprimorar as ações já desenvolvidas de modo que consiga concretizar a intersetorialidade e a promoção de processos educativos que realmente tenham cunho político, que criem condições para que a população se aproprie dos locais em que mora e aprenda a colocar em prática uma participação ativa, exigindo e agindo em prol de seu bem-estar e de sua saúde.


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