Título
Redes de Educação Ambiental: caracterização e desenvolvimento do polo Maringá
As redes sociais apresentam-se como uma nova perspectiva de atuar, organizar-se e formar parcerias para responder as necessidades sociais e ambientais. As redes são estratégias para modificar formas hierárquicas e tradicionais de trabalho, proporcionando a mudança de modelos e espaços para a experimentação e aprendizagem. O trabalho teve como objetivo caracterizar a criação da Rede de Educação Ambiental do Paraná (REA-Paraná), por meio de levantamento histórico das redes de Educação Ambiental no Brasil e na região sul; além de explicitar os atores envolvidos no processo de construção do polo Maringá. Assim, realizou-se entrevistas com oito educadores ambientais participantes ativos dessa rede. Os depoimentos coletados nas entrevistas foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, visando identificar o perfil de cada educador, seus objetivos na rede e suas concepções e práticas em Educação Ambiental. A análise do perfil dos educadores ambientais participantes do polo Maringá evidenciou que o grupo é bastante diverso. Percebe-se que as diferentes experiências dos participantes do polo Maringá inseridos na educação formal e/ou não formal potencializam as trocas de informações e conhecimentos, enriquecendo e fomentando o desenvolvimento de projetos ligados à rede. Por meio das oito categorias de análise levantadas foi possível observar que a concepção de redes e as práticas ambientais, apresentados pelos participantes da pesquisa, estão em consonância com a Educação Ambiental crítica e emancipadora. Observou-se nos discursos de todos os entrevistados o comprometimento com a causa ambiental, bem como, a dedicação aos princípios do polo Maringá. Para muitos, o polo foi uma forma de redescobrir a dimensão ambiental, um motivo de reflexão sobre a prática pedagógica e ambiental. Detectou-se, ainda, que as concepções e práticas dos educadores ambientais são nitidamente diferentes, sendo assim, necessário ampliar o debate e a socialização dos conhecimentos. Os entrevistados demonstraram em seus relatos a necessidade de uma Educação Ambiental crítica voltada à mudança de valores e atitudes dos elementos sociais. Portanto, para que a articulação do polo Maringá possa expandir é necessário investir em projetos, na comunicação e na divulgação das atividades realizadas, sendo esses fatores imprescindíveis para a motivação do trabalho em rede e expansão dos diferentes nós.