Título
Educação Ambiental e aprendizagem dialógica: possibilidades e limites para a transformação da escola e seu entorno
A pesquisa enfoca a construção do conhecimento sobre práticas docentes em Educação Ambiental articulada à perspectiva social, transformadora, democrática e dialógica. Contamos com a participação de duas professoras do Coletivo Educador Ambiental de Campinas-SP (Coeduca), parte do Programa Nacional de Formação de Educadoras e Educadores Ambientais (Profea) orientado pelas diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental. Percorremos caminhos com as professoras identificando os obstáculos enfrentados nas suas práticas, bem como as possibilidades de superação desses, rumo à escola que desejamos. Realizamos nossa investigação com a orientação comunicativa e a metodologia qualitativa. Aproximamo-nos da metodologia comunicativa crítica, que nos guiou sobre os instrumentos de coleta de dados e procedimentos de análise, garantindo o diálogo intersubjetivo e a reflexão, possibilitando profundo aprendizado, transformação e a discussão sobre as capacidades de interpretação da realidade feitas pelos próprios sujeitos que nela vivem. Explicitamos que a escola precisa garantir o acesso das pessoas demandando atividades e práticas contextualizadas e reflexivas sobre os problemas socioambientais da atualidade. Pensando na superação das desigualdades, intensificadas e geradas pelo sistema escolar tradicional, na sociedade da informação, escolhemos a Educação Ambiental crítica e a aprendizagem dialógica elucidadas por autores que apostam na contribuição da educação para a transformação social. Por isso, levantamos um histórico sobre a sociedade da informação e o movimento ambientalista. A Educação Ambiental e seu contexto. Apontamos as bases teóricas da aprendizagem dialógica, explicitando a ação comunicativa em Habermas, a dialogicidade em Freire e a aprendizagem e o desenvolvimento em Vygotsky para fundamentar nossa pesquisa. Diante das análises percebemos junto às professoras que a força do coletivo e da participação possibilita transformações no ambiente escolar e fora dele. Um instrumento é a ação comunicativa, com propostas de transformação da realidade, ligada aos contextos, às culturas e às experiências pessoais, especialmente as interações intersubjetivas. Neste sentido, a Educação Ambiental crítica construída como política pública é marcada por grandes desafios enfrentados também pelos movimentos sociais, pela educação, envolvendo diferentes pessoas e instituições que lutam por uma escola e uma sociedade mais justas, igualitárias e ambientalmente sustentáveis.