Título
Impactos do desenvolvimento de processos educativos baseados na problemática ambiental: o caso do colégio Santo Antônio
O caso das nascentes do rio Subaé, na microrregião de Feira de Santana-Bahia, é um dos exemplos significativos do quanto as investidas, propagadas como indispensáveis para o desenvolvimento de uma região, podem, contrárias aos seus discursos, aumentar com o já crescente quadro das desigualdades sociais. Tomando como referencial teórico os estudos de Capra, Santos, Leff, Freire, Gadotti, dentre outros, e como objeto de estudo o trabalho desenvolvido pelo colégio Santo Antônio, em Feira de Santana-Bahia, procuramos investigar quais os impactos, junto às comunidades escolar e local, do trabalho desenvolvido por esse colégio a partir da difusão de práticas educativas baseadas na problemática ambiental. Durante este estudo de caso, empregamos um conjunto de técnicas que incluíram entrevistas semiabertas, aplicação de vinte questionários, consultas e análises de documentos, além de observações diretas das situações. A investigação teórica e o desdobramento desta no trabalho de campo levam-nos a resultados reveladores que apontam para a existência da construção de um processo, ainda incipiente, de envolvimento da comunidade estudantil do colégio Santo Antônio no trato com as questões ambientais. A pesquisa constatou ainda que pouquíssimos setores da comunidade feirense adotam posturas mais críticas em relação aos problemas ambientais. A construção do envolvimento das comunidades escolar e local se revela um tanto lenta dados os obstáculos enfrentados pela instituição escolar na disseminação de suas atividades educativas de cunho ambiental. As barreiras resultam da desinformação das pessoas acerca dos problemas relativos ao meio-ambiente, mas, sobretudo da construção de concepções difundidas ao longo da história e que primaram por dicotomizar a relação homem-natureza, subordinando essa aos interesses daquele. Em razão disso, entendemos e recomendamos uma melhor sistematização dos trabalhos bem como a articulação de parcerias com os poderes públicos, associações de moradores e outras instituições, investidas estas que poderão se traduzir em incursões mais propícias no combate à desinformação e às posturas predatórias do homem feirense para com o seu meio ambiente.