Título

Ger(ação) inconformista: as potencialidades emancipatórias nas artes juvenis em Educação Ambiental

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Ana Raquel de Souza Rodrigues
Nome do(a) orientador(a)
Martha Tristão
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2009
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A pesquisa “Ger(Ação) inconformista: as potencialidades emancipatórias nas artes juvenis em educação ambiental” insere-se em tempos de transição paradigmática, em que as certezas absolutas e as promessas de progresso e de qualidade de vida, sustentadas pelo discurso hegemônico da ciência moderna, estão sendo questionadas por outras formas de sentir estar no mundo, mais éticas e estéticas. No sentido de busca pela primazia do conhecimento emancipação e de visibilidade de outras racionalidades alternativas aos modos dominantes de compreensão de mundo, a pesquisa se propôs à investigação das potencialidades epistemológicas inscritas nas redes ambientais tecidas pelos jovens no cotidiano escolar. A pesquisa foi realizada no Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefetes), localizado no município de Vitória/ES. O mergulho no cotidiano escolar permitiu o diálogo dos dados produzidos pelos praticantes jovens com as orientações teórico-metodológicas selecionadas para o estudo, a saber: pesquisa com o cotidiano, educação ambiental, juventude, formação de subjetividades, tensão, regulação-emancipação e complexidade. Os dados foram tecidos por meio de observações dos saberes fazeres juvenis, conversas, entrevistas, produções imagéticas e textuais. As potencialidades epistemológicas nas redes dos jovens em educação ambiental, emergentes na tensão permanente entre regulação e emancipação, permitiram a cartografia de novos sentidos e caminhos emancipatórios para enriquecer a nossa relação com o mundo e para pensar práticas educativas mais solidárias com o próximo e com a natureza. As produções discursivas dos jovens em educação ambiental, em especial, as narrativas, deram visibilidade também às subjetividades rebeldes desses praticantes ordinários, problematizando a ideia de juventude como geração passiva ou problemática, credibilizando as ações dessa geração no tempo presente. Assim, os jovens se colocam como agentes de transformação socioambiental para sociedades sustentáveis e partícipes no processo de transição paradigmática e societal.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Tema de Estudo