Título
A Educação Ambiental no Projeto Jandaia: uma análise da proposta de inclusão socioambiental e econômica
Diante dos problemas ambientais que assolam o planeta, ameaçando a qualidade de vida, é imprescindível, a Educação Ambiental, alicerçada em conhecimentos, valores e comportamentos que permitam uma participação crítica, responsável e eficaz na minimização das questões ambientais e na gerência do meio ambiente. Nessa perspectiva, este trabalho de pesquisa visou investigar a importância da prática da Educação Ambiental no projeto intitulado: “Exploração sustentada e integrada da barragem Jandaia em regime de economia solidária”, pertencente ao Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) – Campus III, Bananeiras- PB. Foi construída com base em uma metodologia quanti-qualitativa, utilizando-se para a coleta de dados, entrevista com 20 membros da comunidade e questionário aplicado aos 8 extensionistas e análise documental dos relatórios de prestação de conta à Petrobrás, órgão financiador do projeto. Como objeto de estudo, buscou-se detectar as relações, ações e intervenções dos extensionistas e os benefícios proporcionados à comunidade nos aspectos socioambientais e econômicos. Apesar de 66,7% dos extensionistas terem alegado prestar assistência técnica ao projeto, 75% reconhecerem o seu mérito social, 46,5% entenderem Educação Ambiental numa concepção de ações para minimizar as desigualdades sociais, econômicas e contribuir para cidadania, autonomia e justiça social e 66,7% afirmarem ter preparado a comunidade para manter o projeto de forma sustentável sem a interferência dos extensionistas; ao entrevistar os membros da comunidade, constatou-se que 75% se alimentavam melhor enquanto o projeto estava em andamento e o reconheciam como uma oportunidade de melhorar economicamente, mas denunciaram não terem sido preparados tecnicamente para mantê-lo; 50% não souberam responder o que seria meio ambiente e ao serem perguntados sobre se algum órgão ambiental orientava suas atividades rurais, 60% responderam que não. Verificou-se que apesar da proposta de direcionar a extensão universitária como trabalho útil, numa abordagem emancipatória, a partir do fortalecimento da população mais carente, através das atividades de piscicultura, carcinicultura e pesca controlada em consonância com a legislação ambiental, o projeto se apresentou como mais uma alternativa frustrante, produto do não cumprimento com sua proposta de inclusão socioambiental e econômica. Desta forma, este trabalho pretende convidar a Universidade a fiscalizar projetos de extensão, a fim de evitar o não comprometimento dessa instituição como agente de mudança.