Título
Educação para o ambiente amazônico
O recente criticismo sobre a Educação Ambiental (EA) por parte de alguns setores fez com que os diversos profissionais que atuam na área refletissem sobre a evolução da EA. Tal evolução mostra as ações desordenadas dentro de um ecologismo determinista, com pouca atenção ao lado educativo da EA, fator fundamental para a sensibilização e ação ambiental na busca de um desenvolvimento que considere a qualidade humana, em vez da quantidade econômica. Focalizando atenção ao lado educacional da EA, o presente estudo utiliza-se da pesquisação como instrumento de promoção do fenômeno de transformação, promovendo oportunidades para que os professores do ensino fundamental sejam sujeitos de suas próprias transformações. Incentivando a pesquisa e discutindo os assuntos conflitantes, o planejamento foi ancorado no trabalho em equipe, assegurando uma visão multidisciplinar (possivelmente até interdisciplinar) da EA. No primeiro capítulo, algumas considerações fenomenológicas são apresentadas, e o recente debate do ambientalismo na modernidade e na pós-modernidade também foi considerado. No segundo capítulo, aspectos do desenvolvimento foram considerados, particularmente no tocante à região amazônica e ao Centro-Oeste brasileiro, oferecendo a visão indissociável da EA com o ambiente e o desenvolvimento. No terceiro capítulo, um pequeno resgate da LDB, dos PCN e do sistema educativo de Mato Grosso antecede a discussão da EA propriamente dita. Entre as diversas vertentes que hoje permeiam a EA (o positivismo, o pós-positivismo, o construtivismo e o reconstrutivismo), este estudo assume a praticabilidade da EA na teoria crítica, apoiada na educação para o ambiente, que seja capaz de trazer o verdadeiro sentido de participação para o ambientalismo. O quarto capítulo descreve os objetivos do estudo, a formação permanente de professores através da modalidade a distância, seguido do quinto capítulo, que oferece a descrição do processo e culmina na discussão de algumas ações já alcançadas (sexto capítulo). Acreditando na possibilidade da continuidade, rompe com a bifurcação da EA formal e não formal e oferece perspectivas futuras para que a EA seja realmente incorporada aos currículos escolares, através de projetos de pesquisa que promovam a aliança entre a escola e o seu entorno.