Título

Formação técnica para o ecodesenvolvimento: uma avaliação do ensino técnico agrícola em Santa Catarina no período 1992-2002

Programa Pós-graduação
Ciências Humanas
Nome do(a) autor(a)
Luiz Alberto Ferreira
Nome do(a) orientador(a)
Ademir Antonio Cazella
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2003
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Estão as atuais políticas públicas voltadas à formação profissional de nível técnico cumprindo os compromissos assumidos pelo país em torno da Agenda 21? Tomando como referência a problemática do meio ambiente, o estudo traça uma radiografia da inserção integrada das dimensões ambiental, cultural, econômica, política e social na concepção e implementação das políticas de profissionalização no ensino técnico agrícola de Santa Catarina, no contexto da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96). No tratamento dessa problemática, a presente investigação sustenta a tese, e um conjunto de hipóteses complementares, de que o ensino técnico agrícola, em seu papel de agente formador para a cidadania e para o mundo do trabalho, não vem sendo acionado como processo de conscientização e capacitação para o exercício de um novo estilo de desenvolvimento – o ecodesenvolvimento. A partir da revisão da literatura, elabora-se uma matriz de avaliação com dimensões e critérios de formação para o ecodesenvolvimento que orienta tanto a verificação da situação nos organismos governamentais e não governamentais como uma avaliação local realizada em 12 (doze) Escolas Agrícolas que mantêm o sistema Escola-Fazenda. A partir dos dados coletados, identifica-se o descompasso entre intencionalidades socioambientais manifestadas pelos gestores de políticas públicas de meio ambiente, de ensino técnico, de desenvolvimento agrícola e de trabalho e renda desde a Rio 92 e a dinâmica de funcionamento dos cursos. Percebe-se, todavia, a preocupação do conjunto das comunidades escolares em melhorar o seu desempenho socioambiental. Um exame mais detalhado dos resultados da pesquisa aponta conformidades em alguns critérios de avaliação, estando diversos outros em consolidação. Isso já permite o compartilhamento entre as escolas de experiências e tecnologias que apresentam relação pró-ativa com a questão da sustentabilidade, entre as quais se incluem a produção agroecológica, o funcionamento das cooperativas-escola, as atividades culturais, as ações comunitárias, as parcerias, a gestão democrática, bem como os melhoramentos em saúde e segurança no trabalho, nos padrões sanitários das agroindústrias, na agregação de valor à produção, na coleta e destinação do lixo e dos resíduos orgânicos. O posicionamento do pesquisador perante esse cenário aparece, ao final, na forma de uma contribuição à consolidação de uma pedagogia para o ecodesenvolvimento no ensino técnico agrícola.


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