Título

Atividades educativas ao ar livre: um quadro a partir de escolas públicas da região de Campinas e dos usos de área úmida urbana com avifauna conspícua (Minipantanal de Paulínia - SP)

Programa Pós-graduação
Ciências da Engenharia Ambiental
Nome do(a) autor(a)
João Luiz Pegoraro
Nome do(a) orientador(a)
Haydee Torres de Oliveira
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2003
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Este trabalho traz reflexões sobre o desenvolvimento de atividades educativas em parques, áreas verdes e assemelhados. Nele, inicialmente se procura situar práticas educativas ao ar livre perante o debate associado à Educação Ambiental. Em seguida, após breve histórico sobre a utilização de atividades de campo com a educação formal, construiu-se um quadro atual delas em escolas públicas de municípios da região de Campinas – SP. Para isso, uma frente de obtenção de dados foi aberta, a qual incluiu consulta aos planos de gestão das escolas, aplicação de questionários e realização de entrevistas. O quadro obtido revela que essa modalidade de trabalho pedagógico é pouco empregada, atingindo uma minoria de alunos e ocorrendo de forma pontual. Entre as dificuldades explicitadas, destacam-se aquelas relacionadas aos custos envolvidos na organização das atividades e ao baixo poder aquisitivo dos alunos. Perseguir alternativas pragmáticas, como a disponibilização de locais próximos, que admitem o livre acesso, parece um desafio necessário, assim como o é a geração de instâncias coletivas capazes de articular e estruturar a utilização de tais espaços. Entre os locais preferidos pelas escolas, destacam-se os zoológicos, instituições que se caracterizam pela manutenção de animais em cativeiro. Tal preferência remete à possibilidade de melhor considerar a fauna em liberdade, por oposição à cativa, enquanto uma opção às atividades educativas ao ar livre. Para atividades com crianças e jovens estudantes do ensino básico, seria então conveniente escolher locais onde grupos conspícuos da fauna são mais perceptíveis. Dessa forma, conhecer a dinâmica que envolve um ambiente úmido local, que abriga avifauna conspícua, que mantém atividades educativas, foi outra dimensão conferida a este trabalho. A referida área úmida forma-se a partir da Represa de Americana ou Reservatório de Salto Grande, que o consenso aponta como ambientalmente degradado. Entretanto, a presença de avifauna legou-lhe inclusive a denominação Minipantanal de Paulínia – SP. Olhando-o pelo prisma do uso educativo, procurou-se compreender o que lá é desenvolvido, bem como deixar uma contribuição concreta para o conhecimento desse ambiente, especialmente de sua avifauna. Embora ela seja o elemento positivo mais destacado pelos visitantes, é pouco conhecida. Realizou-se, então, um levantamento de campo, o qual permitiu identificar a ocorrência de 144 espécies. Quanto às atividades educativas, percebeu-se que apresentam limitações de diferentes ordens, tanto qualitativas quanto quantitativas.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Data de Classificação:
17/12/2014