Título

O campo epistemológico da Educação Ambiental: o dualismo homem/natureza e o paradigma da complexidade

Programa Pós-graduação
Meio Ambiente e Desenvolvimento
Nome do(a) autor(a)
Ana Tereza Reis da Silva
Nome do(a) orientador(a)
Maria do Rosario Knechtel
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2007
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O estudo em questão apresenta-se como uma análise empírico-teórica sobre o terreno epistemológico da educação socioambiental. Num primeiro momento, busca-se mostrar que no campo do ambiente e da educação socioambiental há a mútua influência de dois esquemas cognitivos discordantes, a saber: os discursos dualistas que opõem homem/natureza, sujeito/objeto, matéria/espírito e os novos esquemas cognitivos que buscam superar essas antinomias. Num segundo momento, analisa-se a presença dessa mútua influência em cinco tendências de Educação Ambiental: educação ambiental crítica, ecopedagogia, educação ambiental transformadora, educação na gestão ambiental e alfabetização ecológica. As reflexões se pautam, sobretudo, pelos aportes da Teoria da Complexidade, do sociólogo francês Edgar Morin. Contudo, transita-se, também, por autores do pensamento pedagógico e da problemática socioambiental que analisam a recorrência de discursos dualistas nas sociedades modernas e pré-modernas. Grosso modo, as análises apontam a recorrência de uma contradição no campo Ambiental e da Educação Socioambiental, qual seja, a pretensão de superação e, ao mesmo tempo, a reprodução de dualismos. Logo, a influência das teorias emergentes, como a Teoria da Complexidade, não proporciona a superação das clássicas oposições entre cultura e natureza. Ademais, as disputas de sentidos e a mútua influência de diferentes esquemas cognitivos (conhecimento científico, saberes não científicos e teorias emergentes) revelam que, nesse domínio, há a predominância de leituras híbridas acerca da Educação Ambiental, do Homem e da Natureza.


Classificações

Contexto Educacional
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