Título
A educação ambiental como instrumento de integração educação-saúde-ambiente
O presente trabalho foi realizado no município de Bananal, uma área endêmica da esquistossomose mansônica em São Paulo, com persistente prevalência e expansão na transmissão da doença. A presença de endemia evidencia um distanciamento das partes da tríade educação-saúde-ambiente, que se faz perceber pela inabilidade das comunidades atingidas em lidar com as situações de risco de contaminação. Este estudo pretendeu analisar a influência do conhecimento dos estudantes da escola formal do município sobre a esquistossomose mansônica, em relação à suscetibilidade à contaminação, agregando-a aos outros fatores determinantes da expansão na dinâmica de transmissão e persistente prevalência. Foi utilizado um protocolo de avaliação de desempenho, baseado nas três categorias de aprendizagem, conhecimento, compreensão e aplicação, do domínio cognitivo da taxonomia dos objetivos educacionais, de Bloom (1956), aplicado ao corpo discente do ensino fundamental (4ª a 8ª série) e do ensino médio. O desempenho foi analisado no grupo total de alunos e no grupo de alunos doentes, relacionando o grau de conhecimento aos padrões da atividade humana no seu meio social e no inter-relacionamento com o ambiente. Foram evidenciadas claras dificuldades nas três categorias de aprendizagem, em especial nas relacionadas à aplicação do conhecimento compreendido no cotidiano, passando a representar, assim, um fator determinante importante na suscetibilidade à contaminação pela doença, seja no plano individual, seja no coletivo. Esse fato norteou como recomendação a proposta de um projeto de Educação Ambiental sugerido a permear na escola formal como instrumento de integração educação-saúde-ambiente, de forma que possa vir a constituir uma força aliada tanto ao processo de aprendizagem como ao Programa de Controle da Esquistossomose, na intenção de auxiliar a conquista de um modo de vida melhor e mais saudável.